Contratar alguém que parecia perfeito durante o processo seletivo e, poucas semanas ou meses depois, perceber que a escolha não funcionou é uma situação mais comum do que muitas empresas imaginam.
Segundo levantamento da Sólides divulgado em 2025, 53% dos líderes brasileiros afirmaram ter realizado pelo menos uma contratação equivocada no ano anterior. O dado chama ainda mais atenção quando analisamos o motivo: 61% dos erros estavam relacionados ao comportamento do profissional, enquanto 39% ocorreram por incompatibilidade das habilidades técnicas com a função.
Ou seja, experiência, formação e um bom currículo não são suficientes para garantir uma contratação assertiva.
E encontrar a pessoa certa está cada vez mais difícil. A Pesquisa de Escassez de Talentos 2026, da ManpowerGroup, aponta que 80% dos empregadores brasileiros relatam dificuldade para encontrar profissionais com as competências necessárias. Em 2025, o percentual era de 81%, mostrando que esse não é um problema pontual, mas um desafio persistente para as empresas brasileiras.
O cenário exige mais cuidado justamente porque uma contratação errada não termina no desligamento.
Quando um profissional não se adapta à função, à cultura ou às expectativas da empresa, o impacto se espalha pela operação. A liderança precisa dedicar mais tempo ao acompanhamento, colegas absorvem demandas, entregas podem atrasar e a produtividade da equipe tende a ser afetada. Se ocorre um desligamento, a empresa precisa reabrir a vaga, selecionar novos candidatos, realizar entrevistas e iniciar novamente todo o processo de integração e treinamento.
Por isso, reduzir o turnover começa antes mesmo da contratação.
Um dos principais erros das empresas é abrir uma vaga sem definir com profundidade quem realmente precisa ocupá-la. A descrição apresenta as tarefas e requisitos técnicos, mas deixa de considerar quais características comportamentais são importantes, quais desafios esse profissional encontrará e que tipo de perfil tende a funcionar melhor naquele ambiente.
Os dados sobre contratações equivocadas ajudam a entender a importância desse ponto. Se 61% dos erros identificados pela pesquisa da Sólides estão relacionados a aspectos comportamentais, avaliar somente conhecimento técnico significa analisar apenas parte do candidato.
Uma pessoa pode ter experiência suficiente para executar determinada função e, ainda assim, não possuir organização, capacidade de comunicação, autonomia, adaptabilidade ou outras competências necessárias para aquele cargo específico.
É por isso que um processo de recrutamento e seleção estruturado precisa começar antes da entrevista.
Primeiro, é necessário compreender a empresa, a vaga e as necessidades da equipe. A partir disso, é possível definir o perfil buscado e escolher canais de recrutamento coerentes com essa necessidade. Durante a seleção, entrevistas por competências e avaliações comportamentais ajudam a aprofundar a análise e fornecem mais informações para a tomada de decisão.
Esse cuidado ganha ainda mais relevância diante da escassez de profissionais qualificados no país. A ManpowerGroup mostra que a dificuldade para contratar está presente em empresas de diferentes portes. No Brasil, até entre organizações com menos de dez colaboradores, 72% relatam dificuldade para encontrar talentos. Entre empresas com mil a 4.999 funcionários, o índice chega a 90%.
Quando encontrar bons profissionais já é difícil, errar na escolha significa voltar para um mercado de contratação altamente disputado e recomeçar todo o processo.
A contratação também precisa ser analisada como uma decisão empresarial. Afinal, cada novo profissional passa a ocupar uma função dentro de uma estrutura que possui metas, processos, custos e responsabilidades. Quanto mais estratégica for essa posição, maior pode ser o impacto de uma escolha inadequada sobre o restante da organização.
É justamente por isso que a Krater desenvolveu uma atuação de Recrutamento e Seleção que vai além de divulgar vagas e encaminhar currículos.
O processo começa pelo entendimento da necessidade da empresa e segue com recrutamento em canais estratégicos, entrevistas focadas em competências e aplicação de teste de perfil comportamental. A empresa recebe mais informações para avaliar os candidatos e consegue tomar a decisão com maior segurança.
O objetivo é simples: aumentar a assertividade da contratação e reduzir o risco de descobrir, depois da admissão, que aquele profissional não era a pessoa certa para a função.
Em um mercado no qual 80% dos empregadores brasileiros já encontram dificuldades para contratar, estruturar melhor o processo seletivo deixa de ser apenas uma responsabilidade do RH. Passa a ser uma forma de proteger produtividade, tempo, recursos e o próprio crescimento da empresa.
Se a sua empresa está contratando, pretende ampliar a equipe ou enfrenta um ciclo constante de admissões e desligamentos, talvez seja o momento de revisar como essas escolhas estão sendo feitas.
Converse com a Krater e conheça nosso serviço de Recrutamento e Seleção. Podemos ajudar sua empresa a conduzir cada contratação com mais critério, estratégia e segurança.